27.3.09

26.3.09

grandeville



(Malabarista, Assistente e Contorcionista comandando o Grandeville)

E hoje tive minha 1ª experiência com TV. E num programa ao vivo! Trabalho do 5º semestre do curso de audiovisual do Senac. Foi divertido e tão teatral.

Uma trupe de circo falida vai para um programa de tv. Minha cara. Pela primeira vez me senti a vontade na frente das câmeras. Confesso que não sou muito fã delas. E é bonito ver teatro na TV. ainda que em um trabalho universitário... Não custa sonhar.

E eu comandei um programa. Fiz até entrevista. E me passei por uma falsa contorcionista atrapalhada. Ainda bem que é uma série e 6 programas! e tem mais!

Quando eles puserem o programa na internet divulga-lo-ei aqui.

Se quiserem entender mais: www.grandevilletv.blogspot.com

20.3.09

pelas ruas... de palhaço

Ontem. Sem querer. Querendo. Eu e meus colegas de grupo de teatro empresa nos tornamos uma intervenção urbana. Fomos fazer uma apresentação de palhaços em um empresa de Alphaville e, quando terminou, resolvemos ir embora trajados daquele jeito mesmo.


Com os vidros abertos fomos de Alphaville até a Heitor Penteado, passando pelo meio de Osasco. E foi uma experiência incrível. Só o fato de estarmos lá de narizes já causava uma comoção nos transeuntes. Que mexeram muito com a gente. Adultos. Crianças. Onibus lotados. Pessoas a pé e de carro. Demos nossos narizes para meninos no farol!


Daí eu pensei: eu gostaria de estar no trânsito e ver palhaços dirigindo um carro. Eu iria ficar contente.


E me senti orgulhosa de trazer alegria no dia-a-dia daqueles desconhecidos que com certeza ao chegarem em casa iriam comentar o fato. Como, com um pequeno gesto, um ator modifica um dia na vida de uma pessoa.



Baba ou Melissa Diliça,

dirigindo por São Paulo.

15.3.09

sensações gustativas

Purê de Abobrinha. Figo Seco. Sopa de Beterraba. Berinjela com Aliche. Suco de Pepino. Misushiro de Siri. Geléia de Rosa. Forma algumas das coisas que tivemos que degustar no ensaio passado. Vivência.

Ator sofre. Foi muito doído ter que comer essas coisas. Mas, qual a única forma de se sentir na pele de uma barata? Personagens não humanos. Tem outra visão do mundo, outra apetite, outro tudo. Uma nova descoberta a cada piscada.

Vivência real eu nunca tinha feito. Dói. Chorei, e sabem por que? Porque não consegui engolir uma simples colher de margarina. Era muito nojento pra mim. Daí pensei em uma situação de fome. E na minha boca algo que não consigo engolir porque é intragável ... é humano sentir isso. Enfim...teatro também é, ou só é, perrengue! Que venham as baratas!

8.3.09

cândida

Ontem fui convidada para ir ao Teatro Brigadeiro para ver a reestréia da peça Cândida, de Bernard Shaw, com direção do Zé Henrique de Paula. Teatro lotado para convidados. Aquela sensação boa de estréia, quando a gente pensa: Nossa as pessoas frequentam o teatro!

Mas aconteceu justamente um das piores coisas que se pode acontecer com um espetáculo. O Espaço e a lotação prejudicaram a cena. Acústica péssima. Eu estava na fileira J e não escutava direito os atores. Pessoas saíram do teatro. Sambaram em suas cadeiras. Chato.

O espetáculo é realista e totalmente embasado no texto. Difícil de acompanhar sem escutar direito. Faltaram microfones. Não gosto deles. Mas naquele espaço não tem jeito. Ponto negativo pro Teatro Brigadeiro.

O espetáculo vale pela boa atuação. Os atores estão ótimos em cena. Estilo de encenação muito parecido com o do Tapa, pudera, a direção e parte do elenco são de lá. Bom... ficaadica... se quiser ir assistir fique bem na frente. Para não perder uma palavra.


Cândida
Duração: 110 minutos
Temporada de 7 de março a 31 de maio
Sexta às 21h30, sábado às 21h e domingo às 18h
Ingressos: R$ 40 (sextas) e R$ 50 (sábados e domingos)
Meia-entrada para idosos, estudantes e classe teatral
Capacidade: 676 lugares
Teatro Brigadeiro - Avenida Brigadeiro Luis Antônio, 884 – Bela Vista

5.3.09

inseto monstruoso

Começar um novo processo baseado em Franz Kafka. Metamorfose. É no mínimo pedir pra sofrer. Que solidão. Ficar preso em um corpo que não é seu. Ou pelo menos não era. E ver sua vida transformada. Sem volta.

E reaprender tudo. A viver. A não viver. E o mais importante: aprender a ser solitário. Dói. Dói. Dói.

O grande é que eu gosto de coisas que doem. É como renascer de novo. Aliviar. A Alma. E um novo processo que vai ser dolorido me dá força. Porque sei que o resultado virá como uma bomba. Catarse.

E a vida sem isso é nada.
 
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